A DENTISTA

AMÁLGAMA X RESINA

AMÁLGAMA X RESINA
Aprovada a PL-654/2015, do deputado Luiz Nishimori.
Dispõe sobre a proibição do uso de amálgama dentária, composta por mercúrio, para restauração dentária.
A proibição objetiva proteger a saúde dos profissionais da área odontológica, pacientes e meio ambiente, por conta do mercúrio na sua composição.

Polêmico esse assunto! 
Amálgamas ou resinas???
Tenho 25 anos de odonto e fiz muuuuuitos amálgamas na primeira década.
Não tínhamos resinas de qualidade (nanohíbridas, nanoparticuladas) para dentes posteriores (os dentes da mastigação, pré molares e molares).
Tem 15 anos que não trabalho com amálgama.

Deixo registrada a opinião de dois colegas sobre o assunto:

Amálgama cumpriu sua etapa na história da profissão
A proibição do amálgama era uma questão de tempo, pois as recomendacões e normas de controle ambiental, insalubridade e vigilância sanitária não contemplavam mais a co-existência com o manuseio e descarte do mercúrio ali contido. Apesar de ser um material de enormes serviços prestados à odontologia durante sua existência como a melhor e mais durável opção para restauro direto de dentes,  especialmente quando a odontologia adesiva não dispunha do status atual, estou certo de que ele cumpriu sua etapa na história da profissão. Como, durante anos, ainda veremos o descarte de restauros e fragmentos de amálgama de restauros antigos desse material, é importante não esquecer da recomendação de descarte seletivo das sobras do material removido da boca dos pacientes, bem como da orientação aos que dele ainda dispõem na sua boca, sobre os cuidados necessários, em caso de problemas.
Dr. Rodrigo G Bueno de Moraes
Cirurgião-dentista.  
Mestre em odontologia pela Universidade Paulista Unip), consultor técnico da ABCD para temas de mídia e membro da Câmara Técnica de Periodontia do CRO-SP

Adeus amálgama, obrigado por tudo. 
Foi bom enquanto durou
O uso de amálgama na odontologia sofreu nos últimos anos graves restrições. Não pelas suas características como material restaurador mas sim pelos efeitos que causa ao meio ambiente. Em países escandinavos  há muito tempo o amálgama foi condenado por conta dos vapores exalados quando da cremação de cadáveres.
No Brasil, agora em pleno século XXI,  esta discussão chegou e, é claro, trazendo muita polêmica. Nem se fale no fato de que na maioria dos consultórios odontológicos não se fazem restaurações de amálgama de prata pelo simples fato de que os pacientes preferem uma restauração estética feita com a malfadada resina acrílica.
Quem defende e apoia o fim das restaurações de amálgama é acusado de fazer parte do lobby da indústria de resinas, de ser  elitista, enfim de ser contra o bem-estar da população por conta de interesses inconfessáveis.
A realidade, ao meu ver, é um tanto simplista: considerando que existem políticas mundiais que restringem o uso de mercúrio nada mais lógico do que substituir o amálgama de prata por resinas.
Isto me faz lembrar os antigos anos de 1980 quando endodontistas questionavam o uso de luvas pelo fato das mesmas tirarem a sensibilidade táctil.
O progresso chega e aqueles que se apegam ao passado acabam sendo atropelados e desacreditados pelos fatos agora devidamente comprovados e certificados.
Adeus amálgama, obrigado por tudo, foi bom enquanto durou mas como se diz hoje em dia: a fila anda....
Dr. Rui Andrade Dammenhain
Cirurgião-dentista, formado pela Faculdade de Odontologia Camilo Castelo Branco.
Especialista em Vigilância Sanitária e diretor presidente da Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária
Fonte: http://www.jornaldosite.com.br/materias/saude/anteriores/edicao214/saudeagosto2015-8.htm