A DENTISTA

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Banguela , banguelinha, banguelão


A ausência de um dente incomoda muita gente!
Até pessoinhas ficam extremamente constrangidas...
A criança ou os pais??


Esse caso é de um garotinho de 3 anos, traumatismo dentário 
(caiu do escorregador da escola)!
Chegaram ao consultório em prantos, a mãe estava mais apavorada que a criança.
O dente decíduo (de leite) avulsionou, isto é saiu inteiro na queda do escorregador.
Trouxeram o dentinho em um algodão embebido em água.
Dente decíduo não pode ser reimplantado!!!
A chance de anquilose (raiz unir-se ao osso definitivamente) é imensa e isto causará um defeito no nível ósseo durante o crescimento. 
Além disso, fará uma barreira à erupção (nascimento) do dente permanente.

Como não houve maiores danos, dilaceração de tecidos, ou mesmo fratura óssea, a criança foi liberada com aquelas recomendações de praxe.
Muito gelo, analgésico, alimentação morna a fria, sucos, sopinhas, purês e repouso.

Alguns dias depois a mãe me liga muito incomodada com o filho banguelinha!!
Ele já totalmente recuperado e pintando o 7 na escola!!

Fizemos então, um aparelho, mantenedor de espaço, para ele usar em 'compromissos sociais' do tipo, aniversários, casamentos, natal, etc
A gente entende!? Pra sair bunitim nas fotos!! rsrs
Mãe é mãe!!! rs
Eu também sou!

Fiz a aparelhinho e as recomendações dobraram:
-Não dormir, alimentar, brincar, ir para a escola, com o aparelho, risco de asfixia!!
-Usar quando estritamente necessário, só na hora do flash!

Esse é um daqueles casos que o profissional precisa ouvir seu paciente e com muita sensibilidade entender usas necessidades!
Todas as desvantagens de se fazer o aparelho foram expostas.
Mesmo assim a mãe insistiu em fazê-lo.

Aqui no consultório meu paciente sempre tem razão, 
"quase sempre"! rsrsrs






                

TRAUMATISMO DENTAL NA INFÂNCIA

Na infância é muito comum atendermos nossos "pacientinhos" depois de quedas, trombadas, acidentes em geral!
Geralmente os pais chegam em pânico e a criança muito assustada!
Depois de acalmarmos os pais aí então podemos atender nosso paciente.
Vou apresentar um caso clínico, de uma querida mocinha de 9 anos. 
Seus pais, tios, tias e primos são também meus pacientes!


Depois de uma queda da beliche, ela fraturou o braço e traumatizou o incisivo central superior direito.
No dia seguinte ao tombo a atendi no consultório e depois do exame clínico e radiográfico parecia estar tudo bem...
Pequena mobilidade dental, sem fratura ou laceração de tecidos...
Trocando em miúdos: o dente permanente, não "quebrou", estava meio "mole" sem "machucados na gengiva e lábios".
Passei todas orientações para esse caso, principalmente o uso de gelo local, externamente, repouso oclusal e uso de analgésico, no caso de dor.
Deixei um aviso bem claro aos pais: 
CASO O DENTE COMECE A ESCURECER, OU QUALQUER OUTRA ALTERAÇÃO ME PROCURE IMEDIATAMENTE.
Em poucos dias o pai me liga relatando a alteração da cor do dente.
Foram feitos testes de vitalidade que acusaram, negativo.
Passos do tratamento:
-Tratamento endodôntico (de canal) do dente traumatizado.
-Em seguida clareamento endodôntico (de dentro para fora).
-Clareamento a laser (de fora para dentro).


Tratamento executado com sucesso!


O dente retornou a sua cor inicial e gradativamente foi perdendo aquela mobilidade inicial.
A iniciativa dos pais em me procurar imediatamente evitou que futuramente tivéssemos que optar por um tratamento menos conservador. 
Uma garotinha que se saiu super bem no seu primeiro tratamento odontológico.



Sem mais traumas, com final feliz!